Paulo Roberto Gomes Fernandes avalia que a participação da empresa holandesa Daslik na Offshore Technology Conference, realizada em maio de 2014 em Houston, representou um movimento estratégico relevante para a ampliação de negócios com empresas brasileiras. Naquele momento, a feira funcionava como um dos principais pontos de encontro globais para executivos, fornecedores e operadores ligados aos setores offshore, portuário e de óleo e gás. Observada a partir de 2026, a iniciativa revela a importância da cooperação internacional como vetor de inovação e competitividade.
Em 2014, o mercado brasileiro despertava interesse crescente de empresas estrangeiras em razão de sua extensa costa, do volume de operações portuárias e das demandas associadas à indústria de energia. A presença da Daslik em Houston não se limitava à observação de tendências, mas estava claramente orientada à construção de parcerias e à introdução de soluções técnicas capazes de atender a desafios específicos do ambiente marítimo brasileiro.
A atuação internacional como estratégia de expansão
Paulo Roberto Gomes Fernandes elucida que a decisão de empresas estrangeiras de buscar contato direto com empresários brasileiros em eventos internacionais reflete uma compreensão madura do mercado. Em vez de atuar apenas por meio de intermediários, a aproximação direta permite melhor entendimento das necessidades locais, dos marcos regulatórios e das condições operacionais dos portos e terminais.
A atuação da Daslik, a partir da Europa, ilustra esse movimento. Ao mesmo tempo, em que representa empresas brasileiras no mercado europeu, a companhia também se posiciona como ponte tecnológica, levando ao Brasil soluções já testadas em ambientes portuários de alta exigência. Esse modelo de atuação contribui para acelerar a adoção de tecnologias inovadoras e reduzir riscos associados à implementação de novos sistemas.
Tecnologia de atracação e ganhos operacionais
Conforme detalha Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos principais destaques daquela iniciativa foi a apresentação de sistemas avançados de atracação desenvolvidos na Holanda. A tecnologia conhecida como Shore Tension foi concebida para manter tensão constante nas amarras de navios atracados, reduzindo movimentos excessivos do casco causados por ventos, correntes e variações de maré.
A adoção desse tipo de sistema traz impactos diretos na segurança operacional, na eficiência logística e na preservação das estruturas portuárias. Ao reduzir oscilações e permitir menor distância entre embarcações atracadas, a tecnologia contribui para otimizar o uso do espaço e minimizar riscos de danos. Em 2026, soluções desse tipo são amplamente reconhecidas como elementos estratégicos para portos que buscam maior produtividade e segurança.
Integração com o mercado brasileiro
Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, a receptividade do mercado brasileiro a tecnologias de atracação mais avançadas já era perceptível em 2014. Portos e terminais localizados em regiões como Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo apresentavam demandas crescentes por soluções capazes de lidar com condições ambientais adversas e com o aumento do tráfego marítimo.

A introdução de tecnologias estrangeiras, nesse contexto, exige não apenas adaptação técnica, mas também capacitação de equipes locais e alinhamento com normas nacionais. A interação entre empresas internacionais e brasileiras permite ajustar soluções às realidades operacionais do país, criando modelos mais eficientes e sustentáveis de operação portuária.
Parcerias internacionais e inovação contínua
Sob a perspectiva de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a presença de empresas como a Daslik em eventos globais demonstra que a inovação no setor marítimo depende cada vez mais de parcerias internacionais bem estruturadas. A troca de experiências entre mercados consolidados e emergentes amplia o repertório técnico disponível e favorece a disseminação de boas práticas.
Em um cenário global marcado por aumento de exigências ambientais, operacionais e de segurança, a cooperação entre empresas de diferentes países torna-se fundamental. Tecnologias desenvolvidas em um contexto podem ser adaptadas e aprimoradas em outro, gerando benefícios mútuos. Em 2026, esse modelo colaborativo se mostra ainda mais relevante, especialmente diante da necessidade de modernização da infraestrutura portuária e da busca por operações mais eficientes.
O legado das iniciativas de 2014 para o presente
Na interpretação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a movimentação observada em 2014, com empresas estrangeiras buscando ampliar negócios no Brasil, ajudou a pavimentar um caminho de maior integração tecnológica no setor portuário. A introdução de soluções inovadoras, aliada ao fortalecimento de relações internacionais, contribuiu para elevar padrões operacionais e ampliar a competitividade do mercado brasileiro.
Olhando a partir de 2026, fica evidente que iniciativas voltadas à cooperação internacional e à transferência de tecnologia tiveram papel decisivo na evolução do setor. A experiência demonstra que a presença ativa em fóruns globais e a abertura para parcerias estratégicas seguem como elementos essenciais para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura marítima e portuária.
Autor: Wright Adams
